Achronima

Inscrever um símbolo, criar um objeto belo ou inventar a forma de uma ideia são expressões antigas. Os objetos dessas expressões figuraram cosmogonias, facilitaram a representação e a ressignificação do real. Permitiram ainda a não-representação e a reinvenção da arte enquanto intenção de provocar uma experiência estética, enquanto possibilidade de reflexão e transformação.

Porque a arte repete a mudança do nada para existente, permite a contemplação do ser enquanto fulguração temporal. Mas a partir de algo que não se submete. Na Achronima, queremos partilhar esta experiência de uma condição ontológica em fuga de Chronos. Os objetos artísticos que escolhemos são diversos, antigos ou contemporâneos, mas em todos há uma fenda para ver uma clareira.